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Schwannoma vestibular: tumor benigno pode afetar audição e equilíbrio
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Rodrigo Azeredo, neurocirurgião do Hospital Santa Rita
Rodrigo Azeredo, neurocirurgião do Hospital Santa Rita

Juninho Geraldo Luzia, ex-prefeito de Cariacica, cidade da Região Metropolitana da Grande Vitória, no ES, revelou que recebeu o diagnóstico de um tumor classificado como CID-10 D33.3, conhecido como schwannoma vestibular. Esse tipo de neoplasia é uma formação benigna que se origina na bainha do nervo responsável pela audição e pelo equilíbrio. Apesar de não ser maligno, pode causar diversos sintomas que impactam a qualidade de vida do paciente. O sinal mais comum é a perda auditiva, mas também podem ocorrer zumbido, tontura e cefaleia. Em casos mais avançados, quando o tumor atinge maior volume, podem surgir manifestações como paralisia facial, alterações de sensibilidade na face e até incoordenação motora.

De acordo com Rodrigo Azeredo Costa, neurocirurgião do Hospital Santa Rita, na maioria das situações, o schwannoma vestibular surge de forma esporádica, sem relação hereditária. “No entanto, há casos associados a síndromes genéticas, como a neurofibromatose tipo II, que aumentam a predisposição ao desenvolvimento do tumor.”

A decisão pelo tratamento cirúrgico depende de fatores como o tamanho do tumor, a idade do paciente e os sintomas apresentados. “Quando há indicação de intervenção, a abordagem mais comum é a microcirurgia, que envolve a abertura do crânio para remoção da lesão. Em algumas situações específicas, a radiocirurgia - técnica que utiliza radiação localizada sem necessidade de cortes - pode ser considerada”, explica o especialista.

O neurocirurgião do Hospital Santa Rita acrescenta, ainda, que a cirurgia pode ser necessária em diferentes cenários, como para aliviar compressões de estruturas neurológicas, tentar preservar a audição em tumores menores, tratar casos em que houve crescimento tumoral durante acompanhamento ou esclarecer dúvidas diagnósticas por meio de análise histopatológica.

“Embora complicações como paralisia facial e dificuldade para se alimentar possam ocorrer, especialmente em tumores maiores devido à proximidade com nervos importantes, esses quadros não são comuns. Quando presentes, podem ser reversíveis ou demandar procedimentos de reabilitação”, pontua Rodrigo Azeredo Costa.

De acordo com o médico, no pós-operatório, a recuperação costuma ser rápida, com alta hospitalar entre dois e quatro dias. “O acompanhamento inclui fisioterapia voltada à reabilitação vestibular e auditiva, além da realização de exames de imagem para avaliar o resultado da cirurgia. Em geral, não há necessidade de tratamentos oncológicos complementares após a remoção do tumor”, conclui.

Editorias: Ciência e Tecnologia  Feminina  Masculino  Saúde  Terceira idade  
Tipo: Pauta  Data Publicação: 13/05/26
Fonte do release
Empresa: Mariana Flores  
Contato: Mariana Baldo Flores  
Telefone: 27-999037673-

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