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Conselheiros de administração ganham novo status
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Polêmico cenário verificado desde os primeiros dias de 2019, com fortes discussões em torno das responsabilidades de empresas públicas e privadas, mostra o quanto a posição é fundamental nas companhias

A boa performance de médias e grandes companhias em delicados casos de crise, assim como de importantes tomadas de decisões, depende de um núcleo fundamental dentro das empresas, que é o Conselho de Administração, composto por profissionais com conhecimento mínimo de compliance, transparência, princípios de estratégias corporativas, riscos e estratégias assertivas, entre outros. Geralmente, são formados por profissionais sêniores, que atuam como acionistas, empresários, investidores, executivos e herdeiros, que têm o compromisso de zelar profundamente pela ética e sustentabilidade do negócio.

A importância e as responsabilidades do conselheiro de administração vem à tona especialmente em um ano que começou agitado, com polêmicas tragédias e de forte comoção popular, como o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais, causando a morte de 232 pessoas, o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de dez atletas de base do clube e deixou outros três feridos, assim como dezenas de óbitos em consequência das chuvas no Rio de Janeiro e em São Paulo durante o verão. Sem contar inúmeras prisões de nomes de alto escalão em âmbito público e privado em operações anticorrupção nos últimos anos.

Sociedades de capital aberto e fechado são obrigadas a ter conselhos de administração, mas o conceito de conselheiro ainda é limitado, afirma o professor José Eduardo Nasser, coordenador da Formação de Conselheiros de Administração da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a única universidade do país a oferecer esse tipo de diploma. Segundo Nasser, é uma certificação que muitas organizações começarão a utilizar, justamente para gerar mais transparência e regras em seu ambiente.

Ele cita como exemplo a postura da Vale, no caso da tragédia de Brumadinho. “A empresa tem o melhor sistema de conduta que já tive notícia. Eles têm o escrito perfeito, todas as regras e definições. Mas a teoria é uma coisa e a aplicabilidade é outra. O conselho tinha a opção de investir para a reforma da barragem e não o fez e terá que arcar com os custos dos processos judiciais.”

O esforço das instituições, avalia o professor da PUCPR, é certificar o máximo possível de pessoas para o conhecimento dos pilares da governança, para realmente haver princípios éticos dentro das organizações. Entre eles estão a conformidade (cumprimento de norma legal, estatuto), a prestação de contas (divulgar balanços), a transparência (falar sobre os riscos) e o cuidado (tratar sócio menor tão bem quanto o maior). “As organizações têm tudo isso escrito, mas simplesmente não cumprem”.

Competências e diversidade

Um conselheiro de administração precisa estar al inhado com os valores da empresa e o código de conduta, ter capacidade de defender ponto de vista próprio com isenção, motivação, visão estratégica e conhecimento de prática de governança, além de saber trabalhar em equipe e, principalmente, entender de relatório financeiro, legislação societária e mapeamento de riscos da atividade. “A formação da PUCPR tem muito forte este lado comportamental.”

É o único curso no Brasil, destaca Nasser, que tem coach e que tem a disciplina de governança na nova economia, considerando a tendência da forte presença de profissionais mais jovens e das novas profissões nos conselhos de administração. “Esse é um dos assuntos que nos fez mudar o currículo de 2019. Incluímos o tema governança e novas tecnologias, que é um novo personagem que está chegando. Um profissional mais jovem, que tem uma startup, recebe um fundo de investimento monstruoso e rapidamente tem que se organizar e montar um conselho se ele quer saber se aquele dinheiro terá retorno. É preciso ter controle e gestão.”

É possível perceber, ainda que lentamente, uma busca importante pelo aumento da diversidade em outros aspectos nos conselhos, não somente em relação à idade e formação, mas a gênero, raça e até diversidade regional. A maioria dos membros ainda é do sexo masculino, por exemplo, segundo pesquisa da Board Index Brasil 2018. Porém, as mulheres têm surgido em maior número na ocupação das posições.

O estudo aponta para uma alta de 15% em 2018 na quantidade de mulheres que integram conselhos de administração na comparação com o ano anterior. O índice é extremamente baixo: são apenas 9,4% de conselheiras de administração nas empresas do país. Mas há um maior investimento das empresas e esforço das instituições para incentivar a formação destas profissionais.

“É um desafio trazer mais mulhe res para os conselhos e é uma tendência muito forte ter cada vez mais mulheres ocupando esse espaço nas organizações. O olhar feminino é muito importante.”

Formação acadêmica em conselheiro de adminstração

A PUCPR oferece a formação em nível de pós-graduação para conselheiros de administração, voltada para a alta gestão, com conteúdo curricular desenvolvido atendendo a características de médias e grandes empresas da região. A carga horária, a maior oferecida no mercado, é de 82 horas, e a turma é de até 20 alunos.

A formação tem objetivo de contribuir com o desenvolvimento de líderes de criarem vantagem competitiva e performance superior, bem como se tornarem agentes promotores do desenvolvimento da governança corporativa dentro das companhias.

A estrutura do programa divide-se em três núcleos: operacional - para tratar de governança corporativa, nova economia e gestão patrimonial; estratégico - sobre diretrizes estratégicas e visão econômico-financeira e de resultados; e comportamental – que aborda gestão de pessoas e sucessão, simulação de reunião de conselho de administração e teste de comportamento BIRKMAN®.

O corpo docente é formado por grandes nomes da governança corporativa no Brasil e com sólido aporte teórico, como o professor Anderson Godzikowski, conselheiro de administração pela Fundação Dom Cabral, autor do livro Governança & Nova Economia e co-autor de Lessons Learned em Gerenciamento de Projetos; e o professor Paulo Mussi, mestre e doutor em administração e titular da Escola de Negócios da PUCPR.

Inscrições abertas

As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 24 de maio de 2019. Os candidatos passarão previamente por um criterioso processo de seleção, com análise de perfil e currículo. O início das aulas está previsto para 31 de maio de 2019. O investimento é de R$ 13.440 e podendo ser parcelado em até oito vezes no cartão ou boleto. Informações pelo e-mail pde@pucpr.br e pelo telefone (41) 3271-1294.

Editorias: Economia  Educação  
Tipo: Pauta  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: Assessoria PUCPR  
Contato: Assessoria PUCPR  
Telefone: --

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