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Reinvente, adapte, transforme. A velha maneira de fazer negócios não tem mais lugar
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Matthias Schupp, CEO da Neodent e EVP do Grupo Straumann da América Latina
Matthias Schupp, CEO da Neodent e EVP do Grupo Straumann da América Latina

Por Matthias Schupp*

O mundo está passando por uma transformação intensa neste ano. Alguns departamentos de empresas marcados por grandes interações presenciais como o de vendas, por exemplo, precisaram de uma brusca adaptação para manter, na medida do possível, seus resultados de forma satisfatória. Para mitigar os efeitos da crise causada pelo novo coronavírus, algumas ações foram rapidamente incorporadas no dia a dia dos times de venda, logística, operações e marketing, como: foco total em biossegurança, atendimento remoto, gerenciamento de custos de vendas, análises mais profundas de riscos, ampliação e unificação de centrais de atendimento, lançamento de vendas on-line, adoção de visitas virtuais e novos indicadores de previsão de mercado. Isso sem falar na adaptação física de pontos de vendas.

A pandemia atrasou alguns planos e lançamentos, mas a adaptação ágil ao novo cenário para atender clientes, parceiros e fornecedores, com todo o cuidado, pode abrir novos mercados mesmo nesse cenário. Nos demos conta, nesses meses, que para determinadas práticas o cliente não precisa mais ir a uma loja física para adquirir um produto. Se as empresas adotarem uma nova estratégia de conceito ao ampliar, por exemplo, seus pontos de logística e de distribuição e estabelecer maior agilidade e excelência em entregas, os clientes transitarão de forma mais suave pelas mudanças, seja em seus hábitos de consumo ou na forma como se relacionam com seus fornecedores.

Descobrimos que o céu é o limite para transformações e talvez não seja necessário algo externo para motivá-las quando se tem uma boa base de análise e tendências. Já vivíamos o digital em nossas vidas e para quem ainda não está convencido das circunstâncias globais: o futuro é digital, mesmo nos setores mais tradicionais. A velha maneira de se fazer negócios não tem mais o seu lugar.

Na odontologia, a transformação digital e os investimentos em tecnologia também marcam esse novo momento. O dentista, que deve adaptar o consultório para oferecer segurança aos profissionais e pacientes durante o atendimento à saúde clínica e odontológica, se reinventou ao adotar a teleodontologia como uma aliada no atendimento. Com o uso de softwares e aplicativos, etapas como a triagem, preparação do caso e acompanhamento são muito bem realizadas com conversa telefônica para descrição do caso e indicação de intervenção. Durante a consulta presencial, o dentista ainda consegue usar escâneres, softwares de imagens, impressoras e fresadoras para tornar o tratamento mais veloz e evitar o envolvimento de outros profissionais em seu consultório.

Outro movimento percebido no setor foi a adaptação de conceito em lojas, mostruários e equipes de consultores. Marcas do ramo da saúde estão se adaptando para oferecer mais experiências em seus pontos de venda, para que nos momentos em que ainda é essencial o contato presencial isso ocorra mais próximo do \"inesquecível\". São espaços completamente focados em fortalecimento de marca, com o cliente no centro de tudo. Recursos sensoriais e visuais, produtos \"sob medida\" e que representam a necessidade particular do público, adoção de gadgets e grande conectividade são os componentes da fórmula da experiência vivenciada em alto nível no momento da compra. Como o cliente percebe e se relaciona com as marcas será tão ou mais importante que os próprios produtos ofertados.

Colaboradores e equipes de vendas se transformaram e atenderam ao chamado do novo momento, mas também mudaram suas visões a respeito do que é trabalhar em conjunto. As metas mais agressivas foram remanejadas, ou deixadas de lado, para que o olhar se voltasse ao coletivo: todos trabalham para um, e um para todos. Mesmo com um cenário incerto, a pandemia terá um fim. Muitas empresas poderão desaparecer e diversos setores terão uma recuperação lenta. Frente às diversas previsões pessimistas, a união se fez essencial. O trabalho em equipe com eficiência, a criação de metas de curto e médio prazos e o olhar para o digital fazem com que a motivação seja mais possível, com um passo de cada vez, representando segurança para colaboradores e clientes.

Estamos em uma fase de transformação e já notamos que a vida que tínhamos até fevereiro não existirá mais. Despertar para o novo é o único caminho para manter a inspiração para os desafios e oportunidades que já estão batendo na nossa porta.



*Matthias Schupp é CEO da Neodent e EVP do Grupo Straumann da América Latina

Editorias: Ciência e Tecnologia  Negócios  Saúde  
Tipo: Artigo  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: Central Press  
Contato: Central Press  
Telefone: 41-30262610-

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