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APEP manifesta repúdio à fala de ministro da Economia sobre o funcionalismo público
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Procurador de Estado, Eroulths Cortiano Junior, presidente da APEP - Foto: Bebel Ritzmann
Procurador de Estado, Eroulths Cortiano Junior, presidente da APEP - Foto: Bebel Ritzmann

Associação dos Procuradores do Estado do Paraná pontua que Paulo Guedes pecou e mostrou-se mal informado ao taxar o funcionalismo público de parasitário


O presidente da Associação dos Procuradores do Estado do Paraná – APEP, Eroulths Cortiano Junior e demais membros da Diretoria manifestam repúdio à fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, que comparou servidores públicos a “parasitas” durante uma palestra realizada em 7 de fevereiro, no Rio de Janeiro.

A manifestação às declarações do ministro Paulo Guedes ressalta que “o desconhecimento da Administração é um dos maiores pecados do gestor público. As falas generalizantes são características dos mal informados, porque são descuidados ou porque agem de má-fé”.

A Diretoria da APEP pontua que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pecou e mostrou-se mal informado ao taxar o funcionalismo público de parasitário. “Sua fala revelou seu preconceito pobre de ideias e carente de seriedade. Seu desrespeito aos servidores públicos, de todas as áreas, de todas as pessoas federativas e de todas as competências, não pode ser considerado uma mera fala despreocupada”.

De acordo com o presidente da APEP, a fala do ministro mais se assemelha à tentativa de fazer ressurgir o instituto da “derrubada” pelo qual cada governo que assume pode limpar a Administração e defenestrar qualquer servidor público que não lhe agrade. “Mais se parece com o recalque contra as camadas mais pobres da população, justo aquelas que mais dependem do Estado. Mais se compara com a tentativa de destruir a máquina que impede a apropriação do Estado pelo patrimonialismo de grupos políticos. Mais revela o intuito de combater o Estado impessoal e moldá-lo aos interesses de poderosos”, define Eroulths Cortiano Junior.

Os diretores da APEP qualificam as afirmações como uma estratégia procedimental para esvaziar o Estado e colocá-lo a serviço de um governo. Revelam ainda que entre a temporariedade de um governo e a perenidade do Estado, deve-se estar atento para manobras que buscam levar a opinião pública a postar-se contra prerrogativas – nunca privilégios – importantes para a efetivação de políticas públicas e manutenção do Estado de Direito. “Estabilidade, irredutibilidade salarial, carga horária adequada, podem coexistir com uma Administração Pública eficaz e eficiente”, prosseguem, enfatizando que “o que não pode existir é uma Administração Pública sujeita a governos, com qualquer matriz ideológica, de plantão”.

Por fim, a APEP não apenas repudia a fala do ministro da Economia e a injusta ofensa ao funcionalismo sério e sadio, “mas repugna toda e qualquer tentativa de destruição do Estado, principal instrumento garantidor do cumprimento dos objetivos da República”.

Editorias: Jurídica  
Tipo: Pauta  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: Novo Conceito Assessoria em Comunicação  
Contato: Novo Conceito Assessoria em Comunicação  
Telefone: 41-3333-8017-

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