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O Museu Fábrica de Arte Marcos Amaro comemora dois anos em Itu
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O Museu FAMA expõe obras de arte gigantes no espaço público de Itu
O Museu FAMA expõe obras de arte gigantes no espaço público de Itu

A Fábrica de Arte Marcos Amaro, da Estância Turística de Itu, está completando dois anos neste mês de junho de 2020. O Museu FAMA abriu sua primeira exibição intitulada “O Trimensional” da coleção do artista plástico Marcos Amaro: frente, fundo, em cima, embaixo, lados, volume, forma e cor, em junho de 2018.

Mesmo de portas fechadas, respeitando as recomendações das autoridades de saúde, a FAMA quer comemorar este caminho percorrido até aqui e dizer que esta se preparando para, num futuro próximo, retomar as atividades com muitas novidades para receber o público amante da arte e da cultura para desfrutar do imaginário que o Museu oferece.

O seu repertório de obras expostas percorre gerações distintas de artistas, do Barroco à arte contemporânea, incluindo nomes como Antônio Bandeira, Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Tarsila do Amaral e outros em ascensão na cena artística do país.

Com o espírito de preservar e fomentar a memória e a experiência artística contemporânea na cidade Itu, a Fama criou, em junho de 2019, o Parque Escultórico Linear – um museu a céu aberto na Av. Galileu Bicudo, uma das mais importantes avenidas da Estância Turística de Itu expondo esculturas gigantes.

O museu da Fundação Marcos Amaro ressalta sua relevância social por meio do conceito de museu território, expandindo-se pelo interior do estado de São Paulo. Com sede em Itu, é uma instituição museológica fora do cubo branco. O cenário é o estado bruto da antiga tecelagem da Fábrica São Pedro – que hoje atua como um oásis cultural no centro da cidade.

Entre os diversos museus históricos de Itu, o museu Fama se destaca como um novo território de arte contemporânea na linha da cultura sustentável.

Neste link pode-se passear pelo Fama Museu – copie o endereço abaixo:
http://www.facebook.com/hashtag/famamuseu?__eep__=6&source=feed_text&epa=HASHTAG&__tn__=*NKH-R

Museu Fábrica de Arte Marcos Amaro - FAMA
Rua Padre Bartolomeu Tadei, 9 - Estância Turística de Itu
De quarta-feira a domingo das 10 às 17 h. - Entrada gratuita – (11) 3064-3556
contato@fmarte.org

Quem é Marcos Amaro

Quem não é propriamente do mundo da arte e conheceu a figura de Marcos Amaro nos últimos dois anos muito provavelmente se deparou com o colecionador de arte e/ou apaixonado por arte, que decidiu abrir um museu na cidade de Itu, no interior do Estado de São Paulo: a Fábrica de Arte Marcos Amaro (FAMA).

O que muitas dessas pessoas não sabem é que, na verdade, a relação de Marcos com a arte não parte apenas da admiração, mas também do fazer. O caminho do artista veio antes de todos esses outros caminhos que ele traçou no circuito.

Desde criança, acompanhando seu pai em compromissos de trabalho, começou a desenhar aviões. A família fundou uma das mais importantes companhias aéreas do país, a TAM (atualmente LATAM). Desta forma, o pequeno Marcos estava sempre rodeado das máquinas da aviação.

Mais tarde, já adulto, Marcos passou a estudar filosofia e também desenvolver mais suas habilidades artísticas no Ateliê do Centro, um espaço experimental criado pelo artista Rubens Espírito Santo. Nesse momento, começou a produzir corpos escultóricos com destroços, peças e sucatas de aviões. “A minha produção é mais conhecida pela questão aeronáutica, que é essa primeira fase da minha produção, que está muito relacionada com a minha história. Meu trabalho é muito autobiográfico”, conta Marcos.

Ele explica que nessa parte de seu trabalho sempre há uma negociação entre o material mais árido com algum elemento que possa denotar maior aconchego, já que o alumínio do avião muitas vezes não é um tipo de material que oferece conforto.

O avião na arte de Marcos Amaro

Copie este link no navegador. Ele leva à obra - “Moulin Rouge on Blanc”, na Bienal de Curitiba de 2019.
http://www.artequeacontece.com.br/wp-content/uploads/2020/05/83482976_464078367618233_1348813661940796319_n.jpg

Em seguida, o artista passou a explorar também algumas formas navegatórias. Ele conta que acha que isso ocorreu também para que pudesse “lidar melhor com a questão do avião”, que tanto permeava sua pesquisa e execução de obras. A partir daí, passou a se soltar um pouco mais e experimentar outros suportes e materiais, como pinturas em tela nas quais utilizou gesso, criando variadas formas de relevo multicoloridas.

Durante o período de quarentena por causa da pandemia de Covid-19, tendo que se afastar de todas as outras atividades que absorvem boa parte de seu tempo no dia a dia, Marcos passou a ter momentos nos quais pode produzir mais. Nisso, vem retomando a ideia das telas e fazendo uma série de novos trabalhos com técnicas muito experimentais e múltiplas.

“Agora eu acho que retomo um pouco daquilo [pintura e gesso], mas de uma forma diferente. Eu entendo que as pinturas têm um aspecto bastante psíquico, no sentido de eu ter esses diálogos sobre aquilo que é desconhecido para mim — e se torna conhecido para mim no processo — e o gesso, que é mais palpável, então ele acaba tendo uma relação mais imediata com as coisas”, explica.

Nesse mergulho que o artista tem dado novamente em seu trabalho, algo um pouco incomum agora devido às suas outras atividades, ele tem aproveitado a frequência para se aproximar de diferentes suportes. “Tenho explorado materiais que me interessam e que eu já vinha pesquisando, mas que agora pude desenvolver com mais morosidade”, diz Marcos Amaro. Ele também realizou nesse período muitos desenhos em carvão, pinturas em grande escala e esculturas.

Entre retratos de Nero e Calígula, uma pintura que remete à Aracy Amaral, desenhos de animais e experimentos em papel para esculturas, Marcos vai desdobrando caminhos a ser trilhados (de avião, de barco ou mesmo a pé, de pincel e tela na mão) nas próximas exposições, uma já em mente para o período pós-pandemia, “talvez na própria FAMA”, ele conta.

Sobre seu trabalho autobiográfico, que é realizado sem receios de expor sua pessoalidade, ele crê que a arte é uma forma de conviver com os medos. “Eu acho que a arte me trouxe essa possibilidade de poder lidar melhor com os medos. Meu trabalho tem a ver com uma dor, dor de perda, perdas que a gente vai tendo ao longo da vida e vamos, de alguma forma, organizando e levando conosco”.



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Raul Machado Carvalho – Editor
grandeitu@grandeitu.com.br

Editorias: Cultura e Lazer  Internet  Mídia  Turismo  
Tipo: Pauta  Data Publicação:
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Contato: Raul Machado Carvalho  
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