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Você sabe os riscos que corre ao usar materiais piratas?
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Quando o assunto é downloads irregulares, o Brasil é vice-campeão no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com o Fórum Nacional de Combate à Pirataria (FNCP), foram perdidos, ao menos, R$ 800 milhões com a venda de produtos piratas pela internet em 2014. A pirataria atinge também outros setores, como os de materiais elétricos e construção civil, levando, além de prejuízos, riscos aos consumidores.
O engenheiro eletricista e professor do Centro de Capacitação do Grupo Loja Elétrica, João Carlos Lima, explica que produtos elétricos falsificados não seguem as especificações dos órgãos reguladores e nem passam por testes de qualidade, “por isso, a sua utilização aumenta o consumo de energia e, principalmente, a probabilidade de sobreaquecimentos e curtos-circuitos na rede elétrica, que podem levar a incêndios, colocando em risco seu patrimônio e, acima de tudo, a vida da sua família”, alerta.
O meio ambiente também sofre consequências, pois, a fim de ter os custos reduzidos, utilizam-se na fabricação desses produtos, matérias-primas prejudiciais como o chumbo e o cádmio. “Esses materiais tem um custo menor do que os originais, porém duram menos e estão sujeitos a falhas, reduzindo a segurança das pessoas”, conta Lima.
Ainda segundo o engenheiro, para se prevenir do risco de comprar material elétrico pirata e não acabar comprando “gato por lebre” é de fundamental importância que o consumidor siga os seguintes critérios:

• Assegure-se de que está comprando em um distribuidor autorizado;
• Confira se os equipamentos estão devidamente certificados pelo INMETRO;
• Exija nota fiscal e comprovante de garantia, que são indispensáveis para qualquer reclamação ou troca;
• Verifique a política de garantia e o manual do usuário. É muito importante ler estes documentos antes de usar qualquer equipamento ou instalar qualquer componente;
• Verifique a etiqueta de identificação com número de série à prova de violação e, confira se é a mesma que vem na garantia;
• Desconfie de preços muito baixos, esse é o principal indício de que se trata de produtos piratas, ilegais, de contrabando ou clonados;

Outros prejuízos
Lima alerta que, alguns produtos como os condutores elétricos, devido aos altos preços do cobre, costumam ser furtados, vendidos e transformados em produtos piratas. “Esses não são certificados e costumam ser misturados com outros metais. Essa mistura compromete as características elétricas, reduzindo a capacidade de condução de corrente, provocando aquecimento excessivo, aumentando o consumo de energia e prejudicando o funcionamento dos equipamentos”, conta.
Além disso, frequentemente encontramos condutores não certificados sendo vendidos com medidas adulteradas. “Um rolo de fio etiquetado, com comprimento de 100 metros, costuma ser vendido com 95 metros. Nesse caso, os mais prejudicados são a construtoras que compram grandes quantidades”, alerta. Uma dica, para evitar as fraudes, é prestar atenção ao peso. Lima conta que, um rolo de 100m de cabo flexível, cuja seção nominal seja de 6 mm², por exemplo, pesa cerca de 6 quilogramas.
Fios e cabos desbitolados, ou seja, aqueles com diâmetro maior do que as especificações do produto, também são bastante comercializados irregularmente e produzem sobreaquecimentos, que podem gerar incêndios.

Editorias: Ciência e Tecnologia  Informática  
Tipo: Pauta  Data Publicação:
Fonte do release
Empresa: Hipertexto Consultoria e Assessoria de Imprensa  
Contato: Cilene Impelizieri Nogueira  
Telefone: 31-32274566-

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